VII
Aiyra esperou pela resposta de Kaique. Porém esse se calou por um longo momento, e quando resolveu falar não disse o que Aiyra queria ouvir. Ele não a libertaria.
-Não posso. Não posso acreditar...- Ele disse.
Ela ia argumentar, mas quando abriu a boca para falar ele desapareceu. Sumiu sem deixar rastros, quase como se nunca tivesse estado ali.
O que estava acontecendo?
Aiyra procurou ver por entre as grades a floresta em busca de alguma pista do rapaz, mas não viu nada.
Virou-se então para a grande mesa repleta de comida. Seus estomago reclamou. Vendo que não veria mais Kaique caminhou até a cadeira e sentou-se, começando a se servir. Tudo estava quente e delicioso. Por que? A comida devia já estar fria devido ao tempo em que passou ali abandonada. Ignorou esse pensamento. Enquanto comia pensou no rapaz. Ele existia? Ou fora tudo fruto de sua imaginação fértil.
Satisfeita com a refeição olhou novamente para o quadro. Esse oscilava entre a velha e a moça. Aquele seria seu destino, Aiyra sabia disso, era algo obvio. Uma lágrima deslizou solitária pelo seu rosto. O que havia feito para merecer tal sentença? E como sobreviveria naquela casa sozinha? E quando a comida acabasse?
Olhou para a mesa e tomou um susto, não acreditando no que via. O objeto que antes estava cheio de pratos sujos com restos de comida que Aiyra deixara, agora estava limpo e repleto de novos alimentos frescos.
Olhou ao redor. Descobriu que suas necessidades básicas sumiam após serem saciadas como por magia.
Continua...
Aiyra esperou pela resposta de Kaique. Porém esse se calou por um longo momento, e quando resolveu falar não disse o que Aiyra queria ouvir. Ele não a libertaria.
-Não posso. Não posso acreditar...- Ele disse.
Ela ia argumentar, mas quando abriu a boca para falar ele desapareceu. Sumiu sem deixar rastros, quase como se nunca tivesse estado ali.
O que estava acontecendo?
Aiyra procurou ver por entre as grades a floresta em busca de alguma pista do rapaz, mas não viu nada.
Virou-se então para a grande mesa repleta de comida. Seus estomago reclamou. Vendo que não veria mais Kaique caminhou até a cadeira e sentou-se, começando a se servir. Tudo estava quente e delicioso. Por que? A comida devia já estar fria devido ao tempo em que passou ali abandonada. Ignorou esse pensamento. Enquanto comia pensou no rapaz. Ele existia? Ou fora tudo fruto de sua imaginação fértil.
Satisfeita com a refeição olhou novamente para o quadro. Esse oscilava entre a velha e a moça. Aquele seria seu destino, Aiyra sabia disso, era algo obvio. Uma lágrima deslizou solitária pelo seu rosto. O que havia feito para merecer tal sentença? E como sobreviveria naquela casa sozinha? E quando a comida acabasse?
Olhou para a mesa e tomou um susto, não acreditando no que via. O objeto que antes estava cheio de pratos sujos com restos de comida que Aiyra deixara, agora estava limpo e repleto de novos alimentos frescos.
Olhou ao redor. Descobriu que suas necessidades básicas sumiam após serem saciadas como por magia.
Sua cama se arrumava.
Sua bacia se limpava.
Sua comida reaparecia.
E seu enorme armário estava sempre cheio de roupas.
Havia ainda outro armário que sempre tinha qualquer coisa que ela necessitasse.
Então era isso. Não iria morrer por falta de nada, ficaria ali presa para sempre.
Caiu na cama de braços abertos e adormeceu.Sonhou com olhos negros e com uma grade se quebrando.
Continua...
Nenhum comentário:
Postar um comentário