IN LOCO
I
Havia apenas dois motivos para que ela não saísse da casa:
Numero um- Não havia porta.
Numero dois- A janela tinha grades.
Onde estava afinal? Parecia uma sala... Era confortável ali, de um modo desconfortável. Isso tinha sentido? Se não, que se dane. Nada estava fazendo sentido mesmo. Tentou se lembrar de alguns fatos recentes. Recordou-se de ter estado em um bosque. Sim! Era isso. Ela estivera em um bosque. Sim, Sim era um bosque. Mas o que fazia ali? Uma dor de cabeça começou a latejar.
Fechou os olhos.Qual era seu nome mesmo? Ah sim: Aiyra.
E por que possuía esse nome?
A dor de cabeça piorou gradativamente. Olhou ao redor. Estava em uma sala redonda, sem porta, com tapeçarias penduradas nas paredes e quadros deprimentes. Também haviam dois sofás vermelhos, uma mesa no centro, e comida. Muita comida na mesa.
A iluminação era precária, apenas uma vela acesa para todo o recinto. Aiyra levantou-se e tateando pelos cantos encontrou um armário de madeira, continha dentro centenas de velas e alguma pedras para fazer fogo.
Pegou algumas, ascendeu sem maiores dificuldades, e então olhou ao redor.
Em um lado mais escuro da sala havia um quadro. Aproximou-se para ver qual era a imagem.
Era o retrato de uma garota, com longos cabelos castanhos e olhos verdes perdidos, olhos tristes. Ela estava sentada tecendo um pano no meio da sala em que Aiyra se encontrava agora. A imagem de repente oscilou e os cabelos castanhos da menina ficaram brancos, assim como a pele enrugou, e os olhos esbranquiçaram. Porém não foi esse o motivo de Aiyra ter entrado em pânico. Não definitivamente não. O motivo do pavor era que a menina no quadro era muito conhecida por Aiyra, afinal era ela mesma.
Continua...
Nenhum comentário:
Postar um comentário